Ultimas

05/11/2015

“Nada que não seja negociável”, diz CSE sobre certidões e ameaça de não disputar o Alagoano

Conselheiro Aurélio Brasileiro explica 
situação do CSE sobre certidões

O Profut chegou para organizar financeiramente os clubes e federações de futebol no Brasil. O Programa da Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro obriga aos clubes brasileiros a apresentarem as certidões negativas da Receita Federal, INSS, FGTS e Justiça do Trabalho, para poder disputar competições oficiais a partir de 2016.
E é isso o que o CSE busca para entrar em campo no Campeonato Alagoano do ano que vem. A equipe de Palmeira dos Índios ainda precisa obter todas as certidões e entregá-las à Federação Alagoana de Futebol (FAF) até o dia 18, data do arbitral da competição. Além do tricolorido, outro clube alagoano que não tem nenhuma certidão é o Murici, que já anunciou verbalmente que não irá disputar o Alagoano 2016 justamente por conta do Profut, já que não seria financeiramente viável para o clube pagar suas dívidas para disputar a competição.
Mas em contato com o TNH1 nesta quarta-feira, o conselheiro do CSE, Aurélio Brasileiro, que é ex-diretor financeiro do clube na diretoria anterior, informou que o clube de Palmeira dos Índios não deve ter nenhum tipo de problema com o Profut, no entanto, afirmou que o clube precisa se organizar internamente para definir o próximo presidente e resolver as pendências necessárias.
“Até o dia 15 de novembro o Conselho Deliberativo do CSE precisa fazer a convocação para que o Helenildo Neto seja reconduzido (ao cargo de presidente) ou para convocar uma nova eleição. Estive na Receita Federal para ver a questão do parcelamento do que está pendente, mas não é nada fora da realidade e nada que não seja negociável. Fazendo o parcelamento a Receita libera as certidões, mas isso só pode ser feito quando o CSE nomear um representante legal, já que o mandato do Helenildo se encerrou no dia 13 de setembro”, explicou Brasileiro ao TNH1, ressaltando que nenhum nome surgiu como candidato até então.
Futuro do clube depende do município
Ainda segundo o conselheiro do tricolorido, o clube precisa do apoio da Prefeitura de Palmeira dos Índios para conseguir se organizar para a próxima temporada. “Infelizmente o clube ainda é muito dependente dos repasses do Município. Estamos aguardando o conselho para se sentar com a prefeitura para saber quanto ela pode repassar ao clube. Assim (com a informação), o candidato ficaria mais seguro, porque se não teria que ‘bancar’ ou pedir apoio para sustentar o clube”, comentou ainda ao TNH1 o conselheiro Aurélio Brasileiro.
Elenco
Foto: Palmeira Esporte
Enquanto a maioria das equipes começou a montar o elenco e comissão técnica para o Campeonato Alagoano, o CSE ainda não conseguiu sair do papel neste sentido. Sobre o assunto, Brasileiro contou que ele mesmo já criou um planejamento para a equipe.
“Estou com todo o planejamento de elenco, comissão técnica, finanças, programação e tudo mais, só que não apresentei ainda porque estou aguardando quem será o próximo presidente”, disse.
Estádio
Sobre o Estádio Juca Sampaio, que tem um projeto para virar uma pequena arena e que chegou a ter início nas obras, Aurélio Brasileiro contou que mesmo com essa situação o CSE poderá atuar no seu campo.
“Não vai ter problema nenhum e não tem nada que não possa se resolver. Mas se o CSE não jogar em Palmeira vai aumentar em três ou quatro vezes suas despesas. O gramado e o vestiário estão bons, as cabines de imprensa estão perfeitas. O que já foi demolido foi o muro por trás do gol da entrada, mas com 1 mil tijolos e 30 sacos de cimento a gente levanta o muro em uma semana. Os banheiros também foram destruídos para a reforma, mas a gente pode colocar banheiros químicos”, explicou ao TNH1.
Imagem: Assessoria CSE
Já sobre o projeto da arena, o conselheiro do CSE disse que “vai ser construída. O recurso federal é de 95%, mas quando começou a derrubar a entrada do estádio, o governo federal alegrou crise e suspendeu o repasse. Mas existe a licitação e a empresa (responsável pelas obras) não parou, só que a obra está muito lenta. A ideia é que depois do Alagoano a reforma continue na parte interna, mas não impede, por exemplo, que durante o Alagoano a empresa possa ir fazendo a reforma na parte administrativa na parte de fora, que não compromete os jogos”.
Fonte: Tnh1

Postar um comentário

 
Copyright © 2013 Palmeira Esporte Notícias
Traduzido Por: Template Para Blogspot - Design by FBTemplates